Estigma em pacientes admitidos em urgência/emergência por tentativa de suicídio: Análise de estudantes e profissionais da saúde a partir de casos hipotéticos

Amanda Resende Dória, André Faro

Resumen


OBJETIVO: O presente estudo buscou analisar, segundo estudantes e profissionais de saúde, estigmas que perpassam o atendimento ao paciente admitido por tentativa de suicídio. MÉTODO: Foram construídos três Cenários de Estudo (CEs) com cinco casos clínicos e, dentre eles, uma vítima de tentativa de suicídio. Os CEs variaram de acordo com o tipo de deliberação da causa de internação (ativa-DA, passiva-DP, ou casos comuns ao cotidiano - AC) e descreveram situações fictícias nos quais pacientes atendimentos em um setor de urgência ou emergência hospitalar necessitavam suporte de Ventilação Mecânica (VM), embora só houvesse três disponíveis. Os 174 participantes tiveram que responder a um questionário referente a apenas um CE e desconheciam a existência dos outros CEs. Solicitou-se que eles estabelecessem uma ordem de prioridade de recebimento da VM entre os pacientes. RESULTADOS: Nos resultados, em DP e AC, o paciente que tentou suicídio não receberia suporte de VM. Porém, em DA, ele foi prioritário. CONCLUSÃO: Os achados sugerem a presença de estigma em relação ao paciente vítima de tentativa de suicídio e esse estigma também parece sofrer influência do contexto no qual o paciente está inserido.

ABSTRACT

OBJECTIVE: The present study aimed to analyze, according to students and health professionals, stigmas that pervade patient care admitted for attempted suicide. METHOD: Three Study Scenarios (CEs) were constructed with five clinical cases and among them a suicide victim. The ECs varied according to the type of deliberation of the cause of hospitalization (active-DA, passive-DP, or cases common to daily life - AC) and described fictitious situations in which patients attending an emergency or emergency hospital sector needed support Mechanical ventilation (MV), although only three were available. The 174 participants had to respond to a questionnaire regarding only one EC and were unaware of the existence of other ECs. They were asked to establish a priority order of receipt of the MV among patients. RESULTS: In the results, in DP and AC, the patient who attempted suicide would not receive support from MV. But in AD, it was a priority. CONCLUSION: The findings suggest the presence of stigma in relation to the patient victim of suicide attempt and this stigma also seems to be influenced by the context in which the patient is inserted.


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