Proposta de um modelo parcimonioso entre a empatia e orientação cultural em brasileiros.

Palabras clave: Empatia, Atributos individualismo-coletivismo, Modelo teórico, Empathy, Individualism-collectivism attributes, Theoretical model,

Resumen

Na sociedade contemporânea é possível observar constantes mudanças nos espaços sociais, econômicas e culturais ocorrendo na vida das pessoas. Tais mudanças podem-se referir a orientação individualista e coletivista que as aderem na dinâmica do seu entorno psicossocial. Acredita-se que estas orientações não surgem do vazio social, mas, a partir do reconhecimento da pessoa de sua capacidade de ressonância interpessoal, isto é, de empatia. O presente estudo tem como objetivo verificar a associação da empatia sobre orientação cultural de individualismo e coletivismo. Para isso foram aplicadas a escala multidimensional de reatividade interpessoal de Davis, a escala dos atributos do tipo de orientação cultural individualista e coletivista e dados sócio-demográficos em 382 pessoas do sexo masculino e do sexo feminino, com idades entre 14 a 61 anos. Em pessoas que estudam em escolas privadas e públicas das cidades de João Pessoa-PB e Natal-RN. A análise da modelagem estrutural apresentou uma forte associação positiva da empatia com o tipo de orientação coletivista e uma fraca associação com a orientação individualista. Como resultado identificamos a importancia de se desenvolver práticas  potencializadoras das habilidades empáticas a fim de gerar ações culturais que valorizem o outro e a tradição. Constant changes in people’s social, economic, and cultural lives are seen in contemporary society. These changes may be related to the individualistic and collectivist orientations that are linked in the dynamics of the psychosocial environment. These orientations do not arise from a social vacuum, but from the recognition by the person of his capacity for empathy. The present study aims to identify the relationship between empathy and the cultural orientations of individualism and collectivism. We applied the multidimensional scales of the Davis Interpersonal Reactivity Index regarding the type of individualist and collectivist cultural orientations and socio-demographic data on 382 men and women. All subjects were between the ages of 14-61 and studying in public and private schools in the cities of João Pessoa and Natal-RN in Brazil. The structural model analysis showed a strong positive association of empathy with the collectivist orientation type and a weak association with individualistic orientation type. As a result we have identified the importance of developing a series of practices that promote empathy skills to generate cultural activities that promote valuing others and traditions

Biografía del autor/a

Nilton S. Formiga, Universidade Federal da Paraíba.
Doutor em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba; atualmente é professor no curso de Psicologia na Faculdade Mauricio de Nassau.

Citas

Associação nacional de pesquisa e pósgraduação em psicologia – ANPEPP (2011). Contribuições para a discussão das Resoluções CNS nº. 196/96 e CFP Nº 016/2000. Recuperado em 02 de Setembro de 2011, da WEB (página da WEB): http://www.anpepp.org.br/XIISimposio/Rel_ComissaoEticasobre_Res_CNS_e_CFP.pdf2000.

Atteslander, P. (1999). Social Change, Development and Anomie. In: Peter Atteslander, Bettina Gransow & John Western (Org). Comparative anomie research: hidden barriers – hidden potential for social development. Sidney: Ashgate.

Batson, C. D.; Eklund, J. H.; Chermok, V. L.; Hoyt, J. L. & Ortiz, B. G. (2007). An additional antecedent of empathic concern: valuing the welfare of the person in need. Journal of Personality and Social Psychology, 93 (1), 65-74.

Batson, D. C.; Tricia, R. K.; Highberger, L. & Shaw, L. L. (1995). Immorality From Empathy-Induced Altruism: When Compassion and Justice Conflict. Journal of Personality and Social Psychology, 68 (6), 1042-1054.

Bauman, Z. (1998). O Mal-Estar da PósModernidade. 1.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.

Bilich, F.; Silva, R.; Ramos, P. (2006). Análise de flexibilidade em economía da informação: modelagem de equações estruturais. Revista de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação, 3 (2), 93-122.

Bürger, P. (1988). O declínio da era moderna. Revista Novos Estudos CEBRAP, 20, 81-95.

Byrne, B. M. (1989). A primer of LISREL: Basic applications and programming for confirmatory factor analytic models. New York: Springer-Verlag.

Conselho Nacional de Saúde – CNS. (1996). Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos. Recuperado em 02 de Setembro de 2011, da WEB (página da WEB): http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/reso_96.htm.

Davis, M. H. (1983). Measuring individual differences in empathy: Evidence for a multidimensional approach. Journal of Personality and Social Psychology, 44, 113-126.

Decety J.; Michalska K. J. & Akitsuki, Y. (2008). Who caused the pain? A functional MRI Investigation of empathy and intentionality in children. Neuropsychologia. 46, 2607–2614.

Decety, J. & Jackson, P. L. (2004). The functional architecture of human empathy. Behavioral and Cognitive Neuroscience Reviews. 3, 71–100.

Decety, J. (2005). Perspective taking as the royal avenue to empathy. In B. F. Malle e S. D. Hodges (Eds.), Other minds: How humans bridge the divide between self and other. (pp. 143–157). New York: Guilford Publications.

Eisenberg, N. & Strayer, J. (1990). Empathy and its development. New York: Cambridge University Press.

Enz, N. & Zoll, N. (2006). Cultural differences in empathy between China, Germany and the UK. Recuperado em 23 de novembro de 2006, de www.nicve.salford.ac.uk/elvis/resources/empathy.

Formiga, N. S. (2012). Um estudo intracultural da consistência estrutural da escala multidimensional de reatividade interpessoal (EMRI). Revista salud y sociedad, 3 (3), 251-26.

Formiga, N. S. (2004). O tipo de orientação cultural e sua influência sobre os indicadores do rendimento escolar. Psicologia. Teoria e Prática, 16 (1), 13-29.

Formiga, N. S.; Camino, C. & Galvão, L. (2009). Empatia, desenvolvimento moral e conduta desviante em adolescentes: testagem de um modelo teórico. In: VII Congresso Brasileiro de Psicologia do Desenvolvimento, 2009, Rio de Janeiro. (pp. 541-542). Rio de Janeiro, RJ: CBPD.

Formiga, N. S. & Diniz, A. (2011). Estilo da orientação cultural e condutas desviantes: Testagem de um modelo teórico. Revista Pesquisa em Psicologia, 5 (1), 2-11.

Formiga, N. S.; Sampaio, L. R.; Guimaraes, P. R. B. & Camino, C. P. S (2011). Escala multidimensional de reatividade interpessoal de Davis: Quatro ou três fatores mensuram a empatia? Artigo submetido à avaliação.

Formiga, N. S. & Souza, M. A. (2012). Tipo de orientação cultural e empatia em brasileiros: Verificação de um modelo teórico. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, 3 (2), 139-161.

Garson, G. D. (2003). PA 765 Statnotes: An online textbook. Endereço de página Web: http://www2.chass.ncsu.edu/garson/pa765/statnote.htm (consultado dia 17 de maio de 2005).

Gouveia, V. V.; Clemente, M. & Vidal, M.A. (1998). España desde dentro: el individualismo y el colectivismo como rasgos diferenciadores de las comunidades autónomas. Sociedade y Utopia, 11, 168-179.

Hair, J. F.; Anderson, R. E.; Tatham, R. L.; Black, W. (2005). Análise Multivariada de Dados. Porto Alegre: Bookman. Hoffman, M. L. (2000). Empathy and moral development: Implications for caring and justice. New York: Cambridge University Press.

Hofstede, G. (1980). Culture’s consequences. Beverly Hills, CA: Sage.

Inglehart, R. (1991). El cambio cultural en las sociedades industriales avanzadas. Madrid: Centro de Investigaciones Sociológicas / Siglo XXI Editores.

Jodelet, D. (1984). Représentation sociale: phénomènes, concept et théorie. In: S. Moscovici (Ed.) Psychologie Sociale, (pp. 357–378). Paris: Presses Universitaires de France.

Joreskög, K. & Sörbom, D. (1989). LISREL 7 user's reference guide. Mooresville: Scientific Software.

Kelloway, E. K. (1998). Using LISREL for structural equation modeling: A researcher’s guide. Thousand Oaks, CA: Sage Publications.

Kumar, K. (1997). Da sociedade pósindustrial à pós-moderna: novas teorías sobre o mundo contemporâneo. Rio de Janeiro: Zahar.

Lipovetsky, G. & Charles, S. (2004). Os Tempos Hipermodernos. São Paulo: Barcarolla.

Mehrabian, A. & Epstein, N. (1972). A measure of emotional empathy. Journal of Personality, 40, 525-543.

Muenjohn, N. &Armstrong, A.( 2007). Transformational Leadership: The Influence of Culture on the Leadership Behaviours of Expatriate Managers. International Journal of Business and Information, 2 (2), 265-283.

Rokeach, M. (1973). The nature of human values. New York: The Free Press.

Rokeach, M. (1979). Introduction. Em M. Rokeach (Ed.), Understanding human values: Individual and societal. (pp. 1- 11). New York: The Free Press.

Sampaio, L. R.; Guimarães, P. R. B.; Camino, C. P. S; Formiga, N. S. & Menezes, I. G. (2011). Estudos sobre a dimensionalidade da empatia: tradução e adaptação do Interpersonal Reactivity Index (IRI). Psico, 42 (1), 67-76.

Sampaio, L. R.; Monte, F. C.; Camino, C. &Roazzi, A. (2008). Justiça distributiva e empatia em adolescentes do nordeste brasileiro. Psicologia: Reflexão e Crítica, 21 (2), 275-282.

Schwartz, S. H. (1990). Individualismcollectivism: Critique and proposed refinements. Journal of Cross-Cultural Psychology, 21, 139-157.

Sinha, D. & Tripathi, R. C. (1994). Individualism in a collectivist culture: A case of coexistence of opposites. Em U. Kim, H.C. Triandis, Ç. Kagitçibasi, S.-C. Choi & G. Yoon (Eds.), Individualism and collectivism: Theory, method, and applications. (pp. 123- 136). Thousand Oaks, CA: Sage Publications.

Teixeira, E. B. (2005). Aventura pósmoderna e sua sombra. São Paulo-SP: Paulus.

Triandis, H. C. (1995). Individualism and collectivism. Boulder, CO: Westview Press.

Triandis, H. C. (1996). The psychological measurement of cultural syndromes. American Psychologist, 51, 407-415.

Triandis, H.C., Chen, X.P. & Chan, D. K. S. (1998). Scenarios for the measurement of collectivism and individualism. Journal of Cross-Cultural Psychology, 29, 275-289.

Trianis, H. C.; Mccusker, C.; Betancourt, H.; Iwao, S.; Leung, K.; Salazar, J. M. ; Setiadi, B.; Sinha, B. P.; Touzard, H.; Zaleski, Z. (1993). Na etic-emic analysis of individualism and collectivism. Journal of cross-cultural psychology, 24 (3), 366-383.

Van de Vijver, F. J., & Leung, K. (2011). Equivalence and bias: A review of concepts, models, and data analytic procedures. In D. R. Matsumoto & F. J. van de Vijver (Eds.), Culture and psychology. Cross-cultural research methods in psychology (pp. 46–70). New York: Cambridge University Press.

Wispé, L. (1990). History of the concept of empathy. In: N. Eisenberg & J. Strayer (org), Empathy and its development. (pp 17-37). New York: Cambridge University Press.
Publicado
2016-11-28
Cómo citar
Formiga, N. (2016). Proposta de um modelo parcimonioso entre a empatia e orientação cultural em brasileiros. Salud & Sociedad, 4(2), 186-199. https://doi.org/10.22199/S07187475.2013.0002.00006
Sección
Artículos